Fome

 

Você é de um azul que meu corpo não toca.

De um asco que meu ego devora.

Você é quem traga meu desejo como um cigarro quase aceso. 

Quase.

Mas sou timbre que não ressoa.

Na cama.

Na noite. E dia. E tarde. No fim.

Meus olhos que te vestem. E você

me devora. Nem mastiga.

Eu que deixo que me comas

mas não te amo.

Nem de longe. Te deixo meus cigarros longos.

E você me liga, na ausência.

Ninguém como nós sobrevive.

Ninguém como eu resiste

Ninguém há de te comer como eu.

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