Desmanche

Seis pétalas mortas e nenhum perfume

Ninguém tocou a campainha

Ninguém telefonou

Mas ninguém atendeu também.

Tem discórdia no ato de atuar.

Um cerne de apego sôfrego.

Ninguém pôs ponto, a vírgula caiu sozinha.

E quem teme que o medo ressoa mais alto

se aflige no âmago de quem deseja temer a si mais

mais que temer ao que não vem de si

Seis pétalas mortas e o perfume ainda fica nas mãos

Ninguém matou a flor

um rosa solitária em meio à multidão vazia

Um espinho

Um mundo artificial por si.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s