Tato

À noite sou um cigarro aceso entre seus dedos, entre sua boca. Sou uma ponta em brasa.

De dia você me é demência. Carência.  Refúgio. Porque te preciso.

Eu que te sou na essência. E você vem. Me vem, como quem me tem. E tem. Detém.

Me mastiga sem nem me olhar. Me come de olhos abertos. Fechados. Semi-cerrados.

Meu corpo. Uma ponta em brasa. Me devora. Despe. Reveste.

Me desnuda em cerne, alma, desejo. Que inflama. Acende.

À noite. Mas nem tão tarde. No silêncio. E no barulho.

E me perde entre seus pelos. Cabelos. Pele e lençóis.

Me acha entre sussurros. Gracejos. Gemidos.

Me alimenta de seus afetos. Afagos. Orgasmos.

E de dois corpos expostos, nus e aquecidos, de dois beijos um só desejo.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s