Como uma sombra que ronda a casa.Como uma ausência que caminha com passos duros no quarto ao lado. Você é uma presença que se torna intimamente incômoda. Como um quase bem-querer, te tenho em meus braços, e morro num sufoco crônico de te aceitar aqui.

Hoje eu acordei com um reflexo quase nulo. Um eu quase mudo. Quase que não mais eu. E voltar a ser quem me tem, quem me sustenta, me carece de um peso demasiado pro frágil corpo que sobrou em mim. Porque te engulo numa precisante agonia de não saber mais quem sou sem você. E não saber se quero ser. Por mais que meu mundo berro oco e rouco por socorro, por fora me clamo em temos de me ser sem ti.

Meu espelho é quase um vidro trincado quando me imagino eu em mim, e tão só em mim. Como se o que me mantém viva fosse essencialmente essa necessidade de te sentir me matando.

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