Solitude

Pois minhas obsessões são fruto de minhas extremas ausências. Ainda que eu saiba, temente, que nada externo ou palpável pode me preencher, lidar diariamente com este buraco necrófilo que me consome perene, é insuportavelmente cruel. Ainda que me prenda no arrependimento repentino quando a certeza que todo esse emaranhado de nada se amontoou dentro de mim e ainda o vazio me consome, não enxergo outra solução para tentar me desfazer dessas mazelas da incomplenitude.

Porque minhas buscas insanas por me preencher veem do fato de eu não me bastar, não me ter, não me sustentar. Já que, sinto tola e solenemente, a ausência de si próprio é a mais sórdida das solidões.

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