Literar

Era de seus meio sorrisos que eu me convencia a mais um dia. Porque, mesmo longe, eram seus olhos castanhos-quase-doces que eu me assegurava no desassossego.

Mas as poesias não me bastavam mais. As melodias tristes não me compunham um choro sem lágrimas. Os poemas que tanto li, os poetas que tanto aprendi, os deuses mortos dos nossos livros eternos, nada mais me sustenta em mim.

Mesmo que sua letra esteja gravada na sua foto, mesmo que longe e tão continuamente longe eu esteja, e persistindo nesse estranho afeto distante, eu sei que nada mais me acalma, ainda que a calmaria seja fruto de seus traços.

Ainda que seus tilintares me contornem, ainda que eu seja toda a sua sombra, ainda que sua maquiagem seja a borra minha, e eu me perca entre tudo que não deva encontrar num pessoa, ainda que tudo me afogue, é do fogo teu que quero parar de sofrer.

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