Haver-se

Tudo que tenho

e posso dar.

Tudo que quereria e poderia

Daria sem medo.

E toda a dor que corrói,

encanta

num sufrágio

emerge e mata.

Come,

me come, me cospe, me engole.

O corpo que alimenta o indecente

pois amar é um ato insano.

E você que

me mastiga sem engolir,

me apresenta o cheiro doce do que comer

de olhos

bocas

e tatos.

Fios e frios cabelos que me roçam.

Sua gélida tez de quem não vem

me ama sem me tocar.

E me toca sem amar.

Me desconcerta

em ritmo e sintonia

a paz que não me cala.

O que te dou sou eu

de tudo que quero e posso e tenho a dar.

Um corpo aberto e uma alma fina

Um sem fim de mim que te devora e não se sacia.

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