Sucumbir

Não se pode entender,

os teus olhos que não querem ou não podem me ver.

E eu não sei parar

como uma ferida exposta que eu insisto em cutucar

Comendo o que me devora

dilacera.

Isso está me matando e não posso parar

como uma voz em mim que ama todo o resto

e carrega a ojeriza de me pertencer.

Me ferir só pra saber que sinto, e que a dor é bem menor por fora

Olha que infâmia, penso eu.

Não caibo de tantos amores, ciúmes rasgados

não me sustento em desatino,

me sucumbo em desejos

e me restou ser meu próprio desafeto.

Te dou tudo que sou, já que qualquer um me salva um amor qualquer

 

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