É tempo. Chuva. Temporal.

Andei sorrindo um tanto a mais nesses últimos dias. Ah, pequena, fora doce esse tempo transcorrido. Me deu uma leveza aos dias que nem se te pronunciar. Foram dias de uma calmaria retumbante. Dias nem curtos, nem longos, mas de tempo exato. E te digo que me peguei, por vezes, esboçando um sorriso que há muito não me culminava. Fui tecendo um bem querer, um bem viver. Fora doce, pequena.

Queria ter estendido essa sensação por mais tempo. Queria agora me assegurar nas palavras que ouvi, nos olhos que se esqueceram em mim, queria, por deus, apertar-me contra suas recentes frases ritmadas de afeto e carinho e bem me quer. Me quer? Pois, menina, agora me pego relutante, num sem saber ao certo quais falas são minhas. Sem saber ao certo se os dias ainda correm nesse ritmo, pois aqui dentro de mim o caos é evidente. Foram meus olhos que te viram, mas foi meu eu inteiro que te recobriu. Foi você que, peça a peça, me despiu de mim, de um não saber deixar-me livre. E nesses dias tenho sido tão despretensiosamente liberta. Ainda que veementemente presa a ti.

Me deixei prender. E agora não sei o que faço com os dias um tanto ocos, vagos, soltos. Não sei o que faço sem tua paz, apenas minha agonia solitária, pois agora te sou em meus abandonos. Os risos já não me sustentam. Não são mais dias doces. Acabar é uma fria prerrogativa. É tempo. Chuva. Temporal.

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