morar-se

Um toque cheio de encantos meus que te faça sentir. Mas qual toque que não se sente? Menina, me rompo os medos e receios a cada entrelaçar de dedos. Me consumo do ensejo, me dilacero em efêmeras vontades. Mas a cada tilintar meu em sua tez, em toques e contornos de seus traços, me permito um pedido, ainda que quieto, sussurrado, que fique. Por deus, menina, fique.

Te recebi de portas e alma abertas. Te abracei no âmago, te fiz moradia mesmo quando morri de medo de sair de casa. Te entrego minhas chaves. Mas te quero como permanência. Venha de malas prontas, sorrisos doces, toques sinceros. Venha como quem fica. Mas não como alguém que vem por não ter onde mais ir. Venha como quem tem todas as estadias, mas sente que aqui os olhos encontram a paz. E, por fim, te peço que aprenda a ler as palavras que não sou capaz de pronunciar. Pois em cada toque quebro um sem fim de barreiras, caio num sem fim de abismos, mas ainda sim te toco. Ainda te teço, desenho. Assim te rabisco na pele: faz daqui moradia.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s