Metade do meu eu sufoca em angústia. Queria berrar. Alto. Até minha voz falhar, meu corpo enfraquecer, meu âmago acalmar. Estou exausta, pequena.

Sinto que psicologicamente meu eu se esgotou. Minha ânsia de viver, minha persistência e reverência. Estou fraca e volátil. Mas não estou, ainda, emocionalmente pronta pra revirar minhas mesas, quebrar meus copos imaginários. Não tenho forças internas pra reviver o desmazelo da desistência.

O que faço, menina? Sinto um rasgo, uma ferida exposta no meu eu. Mas continuo. Dia após dia, nesse corpo morto e exaurido de esperanças, continuo pois não há desespero pra me fazer desistir. Há, quem sabe, inexatidão, desprezo, medo. Medo, pequena.

Por deus, queria lavar a alma, o corpo. Viver na austera sensibilidade de quem se satisfaz. Pois, pequena, me remoo em insatisfações diárias e morro em inexatidões. Não sei de mim. Não hei de saber.

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