Meus amores são demasiados fatigantes Meus amores me consomem, me exaurem. A vontade de ir e de permanecer estão em luta constante a ponto de me roubarem o sono, a paz, a calmaria. Amo tanto algo ou alguém que não sou capaz de amar nada mais, sequer eu mesma. Nao consigo dividir o afeto, e este me consome. Escorre em cada dedo meu, mancha minha pele, asfixia meu ser. Estabeleço uma complexa relação onde amo exaustivamente a ponto de odiar o meu afeto. Odeio pelo roubo da paz, odeio pelo caos que me causa. Trepido em choros angustiados e proclamo ojeriza ao meu afeto apenas por não saber amar. Ou, se sei, não me deixar amar sem a culpa de ser alguém que, por dom ou desgraça, sabe apenas exaurir-se em paixão, sem tempo ou espaço de vivê-la.

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