Não resta mais dor. Não enquanto escrevo estas últimas e tórridas palavras. Pesar talvez. Na verdade, não sei bem o que resta. Mas amor não é.

Não te espero mais mudanças, vontades, não te espero mais. Nada em mim respira ao seu lado, ainda que todo meu eu morra de asfixia longe de ti.

Meu amor pingou em tracejos de desmazelo. Cada essência de meu afeto virou repulsa. Ainda que te queria bem. Por deus, como te quero bem. Em paz. Feliz. Uma paz que não tenho, mas sei que deve existir.

Te desejo um bem danado, passo meus dias te emanando coisas boas, coisas doces. Ainda que em mim tudo seja caos, seja medo, seja uma ferida incapaz de cicatrizar, te desejo mil coisas doces.

Te amo e te almejo. Pequena, seria capaz da mais pura insanidade se algo lhe ferisse. Ainda assim, por deus, ainda assim, sinto-me incapaz de manifestar bem querer a ti. Te quero em distância, em saudades, preciso da sua ausência pra te bordar calmaria.

Quem há de entender que odeio e ojerizo sua presença, me desafeto com seus toques, me repudia sua essência. Ainda assim te modelo bem dizeres. Por fim, te entrego minhas palavras, pois meus afetos sucumbiram ao não saber amar. Nem a ti, nem a mim mesmo.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s