um refúgio, um corpo receptível que nos convide à mudança

E eu sei que deveríamos mudar por nós. Só eu sei como tem me doído esse marasmo em que me encontro. Mas me fere, me sangra e dilacera pensar em mudar. Romper os laços.

Posso, quem dirá que não, quebrar essas linhas fatigadas e duras que me prendem e restringem. Essas linhas cruas que me cercam da minha própria solidão. Mas que besteira pensar que soa simples assim. Porque não soa! Porra, não é fácil. A gente sempre busca um refúgio, um corpo receptível que nos convide à mudança.

Mas o medo me habita e consome e. E. Dezenas e Es. Logo eu, que me resguardei de receios e, finalmente, deixei-me invadir por ti, pequena. Enfrentei meus maiores dilemas, fui de encontro aos meus temores. Lutei em batalhas que jamais, repito: jamais, achei que teria coragem.

E quando, por fim, acreditei – e creditei a ti -, a vontade de mudar, a coragem de enfrentar um mundo a mais dentro e fora de mim, você me largou. a esmo, parada no meio da minha solidão. Num caminho solitário sem ti. Sem luz, sem cor, sem coragem.

Eu me assegurei no receio. Me garanto a sofridão agora pois, por segurança, não entrego minha ânsia por mudar a mais ninguém.

Por infelicidade, quis a vida assim, também não entrego minha coragem de mudar a mim mesma. Sou um caos, um empecilho pra mim. Contento-me na infelicidade pois rir da rotina é pesado demais pra ser fazer sozinha.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s