Juro que tenho tentado me manter em pé. Firme e em pé. Forte e em pé. Ainda que nem sempre tenha restado muito de mim nessas tentativas.

A solidão tem me abraçado por dias sem fim. O medo tem me afastado de mim. Por deus, eu sinto uma ânsia de sair sem rumo, sem nada mais, só para quem sabe assim tropeçar em alguma coisa que faça sentido. Eu tenho lutado por mim e contra mim. Comigo, com o mundo e com quem eu acredito ser. Mas não sou.

Eu tenho requentado os cafés. Pedido bebidas amargas que me acalmem a tristeza. Me alicercem a alma. Eu tenho fumado cigarros sem fim. Logo eu que viva de chá verde e vegetais frescos Logo eu que mentia pra mim me fazendo crer que estava certa, segura, estava.

Mas não estou. Porra, não estou. Presa em mim e sem saber o que fazer com tanto eu, ainda que morrendo de ausências minhas. Perdi minhas expectativas numa esquina suja e fria. Esqueci minhas aspirações num bolso fundo demais. Por deus, eu não tenho tido vontade, e se tenho vontade não me há coragem. E se, por piedade divina, me resta coragem, não há persistência. Viver tem sido uma sombra negra. Viver tem me sufocado. Cada furor rasgado a vísceras expostas. Existir tem sido árduo e pesado e cansativo. Deus, não tenho mais sabido me habitar.

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