Essa noite eu perdi a fé e a fome.

Perdi a calma, a necessidade e a continuidade.

Essa noite eu perdi o encanto e, surda, perdi os timbres.

Essa noite, que nem noite é ainda, eu perdi o rumo e a paz. O medo e a fúria.

Perdi a décima nota do meu compasso e, por fim, perdi a noite.

No outro dia acordo sem esperança, sem vida e sem alma. Mas acordo

tomo café e sigo vivendo, ainda que sem vida, esse inferno que chamam de rotina.

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