Eu encontrei a paz e a agonia.

A calmaria e o desassossego.

Sobre a guerra eu estendo a bandeira da paz. E sob nossos pés eu sinto a brasa queimar a sétima essência nossa.

Eu me somo em sua solidão e te dou meu amanhecer. Meu entardecer. Eu te dou minha noite, meu tom, minha escuridão e todas as noites pro resto da minha vida. Eu dou a voz, o timbre rouco e, em troca, te peço sua respiração calma. A armadilha d’alma. Te dou o direito de ir e voltar. Te peço apenas o desejo de ficar.

Os olhos repousados, semicerrados, a cabeça que pende no colo meu. Te ofereço os toques, os dedos longos, as poesias, ainda que nunca mais eu saiba escrever. Te ofereço os cafés, as xícaras, a sede. As noites em claro. E os dias também. Te ofereço a primeira fresta de sol que há de tocar os cabelos teus. E se não tocar, se não se atrever, atrevo-me eu. Toco a ti e a mim. Toco a nós e me desmancho em raios, me disperso pelo chão e me acumulo em seus olhos.

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