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Eu poderia escrever um sem  fim de linhas. Preencher essas folhas quase brancas, um tanto envelhecidas, com todas as rimas tuas. Só eu sei quanta poesia já achei em seus cabelos macios.

Eu poderia ainda falar sobre tantos encantos teus e vozes e cores e o modo descompassado que você guia seus olhos quando não sabe ao certo o que fazer. Eu ainda falaria de suas manias, de seus versos, de sua rima e de todo o seu eu. Falaria da calmaria e do caos que meus dias ficam ao lado teu. Falaria sobre como já listei seus trejeitos que mais me fazem sorrir, e, por deus, as folhas seriam poucas, escassas.

Eu poderia passar dias em meus relatos mudos sobre meu afeto que berra na rua vazia. Talvez você não saiba ao certo que tu tamborilas doze melodias em mim e cada uma tem me acompanhado por entre as linhas preenchidas.

Eu falaria tantas mais coisas que não haveria dias, meses ou espaço para listar. Tudo bem, sem me ler em minhas entregas amantes, apenas te entrego uma folha branca e um coração lotado.

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