Por querer

Tentei te dizer alguma coisa que soasse amena, dócil. Nada saiu. Nada rendeu em linhas tortas. Meu eu se desfez no último parágrafo. Meu eu morreu asfixiado na esfinge tétrica do teu ser. Seu sorriso ainda é um ato que me consome. Tu nunca me sorriu.

Morri em tuas fotos frias. Teus toque cegos. Teus atos mudos. Você, vaga e sorrateira, roubou meu peito inteiro e esqueceu de me levar. Você, menina de ensejos efêmeros, passou correndo e esqueceu de me dizer que sua vida durava seis segundos. Morreu pra mim, mas não em mim.Te guardei em minha memórias, encantos, palavra. Morri. Morri uma centena de vezes. Morri e ainda volto pra beber teu vinho morno. Morri porque suas palavras ecoam no sétimo timbre da minha mente. Ninguém te reverberou senão eu mesma.

Tentei escrever, berrar, exteriorizar. Morri muda e dilacerada no meu bem te querer. Sem querer.

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