Tuas casas e silêncio

porque tua presença é uma dúvida amargurada em mim, então escrevo teu nome nas paredes da alma. Rabisco na pele tuas vagas palavras que sequer sei se foram para mim. Me abraço naquele riso teu que, iludida, acredito ter sido meu. Não fora, mas gosto de lembrar dele como se me pertencesse.

Quase berrei teu nome, mas meu silêncio é sempre um eco na casa. Quase muda, quase me mudo todo dia. Um outro lugar qualquer que não tenha seu perfume exalando pelos quartos e salas. Um lugar qualquer que me deixe esquecer que você nunca veio, nunca esteve.

Escrevo teu nome três vezes e só mais essa noite eu me debruço em suas ausências. Quase me mudo dessa porra de casa, mas tuas palavras pesadas trancam as portas e o silêncio é uma decoração ensaiada. Quase muda, mas nada muda.

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