Minhas salas vazias

Sinto o choro subir feito um fogo em meu peito. Tudo dói e não quero e não posso e não sei mais suportar essa dor.

Já chorou com seu peito contorcendo sob você? Já chorou impulsionada pela ânsia de não querer mais parar e que, por deus, se houver alguma piedade de você, que ela te sufoque?

Meus braços doem e sinto minhas vísceras desejarem o fim. Há tempo não sei mais o sossego, há dias minha paz queimou e não restou vontade viver.

Eu tô sentada no chão da minha sala vazia, to sendo um corpo vazio, uma porra de alma vazia que não suporta mais ser.

Eu tô debruçada num vazio tão agudo de mim que cigarro ou bebida amarga, filme ou desespero algum jamais soube delinear.

Eu tô me afogando nas poucas lembranças boas que tenho. E invés delas me darem paz pra continuar, me pisam sem dó. Morri por dentro e nenhuma das minhas lágrimas secas vai me fazer persistir depois desse fim.

Na minha sala vazia, um corpo caído. No meu corpo vazio, não restou eco de alma.

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